Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Testemunho. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Igreja é homofóbica? Um homossexual responde. Eric Hess: “Renunciei à Igreja Católica, mas ele nunca deixou de acreditar em mim”

Em um artigo da revista “Celebrate Life” intitulado “Saindo de Sodoma”, Eric Hess, um dos maiores ativistas gays da história de Wisconsin (EUA), conta a verdadeira paternidade do cardeal Raymond Burke, chamado por alguns de homofóbico após sua participação no sínodo dos bispos sobre a família.


Em seu artigo, Eric relata sua infância turbulenta (seu pai era dependente de álcool e violento), que o levou, “em meio à dor, a buscar o amor do meu pai nos braços de outros homens”. Após uma juventude de muita confusão afetiva (Eric situa, hoje, a causa das desordens sexuais, do direito ao aborto e dos direitos homossexuais na “mentalidade anticonceptiva predita em 1968 pelo Papa Paulo VI na ‘Humanae Vitae’), em 1995, ele colocou em uma caixa sua Bíblia e todas as imagens religiosas que conservava da sua infância e as enviou ao bispo de “La Crosse”, Wisconsin, com uma carta na qual declarava sua renúncia à Igreja Católica.


Cardeal Raymond Burke
“Para a minha surpresa, reconhece Eric hoje, o bispo Raymond Burke me respondeu com outra carta, na qual me dava a conhecer sua tristeza; disse que respeitava a minha decisão e que notificaria a paróquia na qual fui batizado. Afirmou que rezaria por mim e que desejava que chegasse o momento no qual eu me reconciliaria com a Igreja.”


No entanto, Eric (que, nessa época, era um dos ativistas gays mais atuantes de Wisconsin) lembra ter pensado: “Que arrogante!”. Depois, replicou ao bispo Burke com outra carta, acusando-o de assédio. “Meus esforços por desanimá-lo caíram por terra”, pois o bispo lhe enviou uma outra carta garantindo-lhe que não voltaria a escrever-lhe, mas que, se um dia ele quisesse se reconciliar com a Igreja, ele o receberia de braços abertos.


O tempo passou, mas “o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim”, conta Eric, que então conversou “com um bom sacerdote”, cujas orações se uniram às do bispo.


Finalmente, “em 14 de agosto de 1998, a graça divina entrou na minha alma, em um restaurante chinês, junto ao meu companheiro de mais de 8 anos; naquela tarde, o Senhor me chamou ao tribunal da sua graça de cura: o santo sacramento da Penitência. O padre com quem eu havia conversado estava mês esperando lá. Enquanto eu caminhava até ele, uma voz interior falou ao meu coração; era amável, radiante e clara dentro da minha alma. E me dizia: este sacerdote é a imagem do que você poderia chegar a ser, se voltar a mim”.


A caminho de casa, naquele dia, Eric disse ao seu companheiro: “Preciso voltar à Igreja Católica”. Mais tarde, ligou para o bispo Burke, “para que fosse o primeiro a ficar sabendo que eu estava voltando para a Igreja”. Então marcamos um encontro.


Um mês depois da minha reconciliação com Deus e com a Igreja, entrei na sala do bispo e ele me abraçou. Perguntou-me se eu me lembrava de tudo aquilo que lhe enviei em uma caixa anos antes. É claro que eu me lembrava. Foi então que o bispo me devolveu a caixa, dizendo que ele sempre acreditou que eu voltaria.”


Vários anos se passaram, o bispo Burke participou do sínodo dos bispos sobre a família e recebeu algumas acusações de homofobia. Eric Hess confessa que o bispo de Saint Louis “é difamado pela sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas. Posso dizer que é um pastor de verdade, que para mim se tornou um pai espiritual, imagem do nosso Pai do céu”.


Realmente, isso é todo o contrário da imagem com que alguns querem identificar o cardeal Raymond Burke e às vezes até a Igreja em si.


--
Fonte: Alfa y Omega, traduzido por Aleteia, grifos nossos

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"A chave de ouro não fechou uma porta, mas abriu outras possibilidades"

Testemunho de Ivan Bandeira, coordenador diocesano do MUR-Picos sobre o #Enur2014

E mais: links para testemunhos de mais três luquinhas da diocese de Picos que estiveram em Viçosa; vale à pena ler


Ivan Bandeira
Desde o Erur (Encontro Regional Universidades Renovadas do Nordeste) de 2011 em Maceió/AL, percebi a dimensão do sonho de amor que nos leva além daquilo que vemos e experimentamos no cotidiano dos nossos GOUs nas universidades. Naquele ano em que conhecia o MUR ainda não era capaz de enxergar a missão como algo grandioso que tem como proposito maior construir a civilização do amor e assim modificar toda uma sociedade pelo poder do Espírito Santo. Foi lá no meu primeiro ERUR que entendi “onde havia me metido” e assim me apaixonei loucamente por esse sonho.


Depois daquela experiência não larguei mais essa vida de “luquinha”, ao longo destes pouco mais de três anos foram muitos GOUs, partilhas, viagens, acampamentos, orações, encontros, formação, vigílias, missões, Erurs (2012 e 2013), enfim, pude compreender as ações de Deus que me fizeram avançar na minha vida de cristão, ao tempo em que via os livramentos, os milagres e as vitórias acontecendo na minha vida e na vida dos meus amigos.


Chega o ano de 2014, último ano da minha graduação, e eu me preparava para ir ao Enur cheio de expectativas por ser um encontro nacional, de ir para Viçosa/MG onde tudo começou, quais seriam as novidades que Deus estava preparando para mim? “Nossa esse encontro fechará com chave de ouro a minha participação no MUR como graduando, porque depois nos outros encontros já serei profissional”, pensava comigo. De fato, o Enur superou todas as minhas expectativas porque as bênçãos de Deus derramadas naqueles dias não tem explicação para serem descritas em palavras, no entanto a chave de ouro não fechou uma porta, mas abriu outras possibilidades “que os meus olhos jamais viram, meus ouvidos jamais ouviram, meu coração jamais sentiu”... (1 Coríntios 2, 9).


Está ali em Viçosa foi como mergulhar na história contada no livro "Dai-lhe vós mesmo de comer" (Ivna Sá) e encontrar os lugares, os personagens, os artefatos que construíram a nossa história de amor ao longo desses 20 anos. Rever amigos, interagir com os “luquinhas” de outros estados, celebrar ao Rei, exaltar ao Rei, tocar o céu com a nossa adoração e quando foi preciso TIRAMOS O PÉ DO CHÃO na alegria e liberdade que só Cristo nos proporciona. Ah, foi uma felicidade incomensurável!!


O Senhor também nos exortava a sair de nossas zonas de conforto e ir ao encontro da cultura do diferente, a exercitar o que Paulo nos relata na Primeira Carta aos Coríntios 9,22 “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns”. Diante disso, é preciso arriscar-se por Deus e confiar na sua Divina Providência. É preciso todos os dias clamar o Espírito Santo e submeter os nossos sonhos ao coração de Jesus.


Obrigado Senhor pela sua presença, pela sua misericórdia, por modificar os meus dias para que eu me transforme em um jovem melhor, pelos amigos que são a tua face na alegria ou na tristeza, pelos sonhos tão grandes colocados no meu coração, pela minha UNIVERSIDADE RENOVADA, por ser a luz mais intensa e eterna, sempre a me iluminar, quando todas as outras luzes do mundo são apagadas.... Por tudo o que vivemos obrigado, por tudo o que viveremos SIM!


Ivan Bandeira
GOU Frutos da Misericórdia
UFPI Campus Senador Helvídio Nunes de Barros - Picos


Em tempo

Juntamente com o coordenador diocesano, outros luquinhas da diocese de Picos também estiveram no Enur 2014 que comemorou os 20 anos do MUR no Brasil. Clique nos links abaixo e acompanhe.








--

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O poder da oração; a carta que o jornalista assassinado pelo Estado Islâmico escreveu durante o cativeiro

James Foley, jornalista freelancer, foi executado nesta semana por membros do grupo extremista Estado Islâmico. Ele estava desaparecido na Síria desde novembro de 2013. Antes, em 2011, Foley já tinha sido capturado e solto pelas forças pró-governo Kadafi na Líbia. A carta que reproduzimos a seguir, com autorização da revista Marquette, é um relato feito pelo próprio James Foley sobre o seu cativeiro líbio de 2011.


--

A Universidade de Marquette sempre foi uma amiga para mim. Daquele tipo de amigo que desafia você a fazer mais e melhor e que, no fim das contas, dá forma à pessoa que você se torna.


Com a Marquette, eu fiz trabalhos voluntários em Dakota do Sul e no Mississippi e percebi que eu tinha sido uma criança bem cuidada enquanto o mundo sofria problemas muito reais. Encontrei jovens que queriam dar o próprio coração aos outros. Algum tempo depois, eu me voluntariei numa escola secundária de Milwaukee, próxima da universidade, e me inspirei a ser professor. Mas a Marquette nunca foi tão amiga para mim como quando eu fiquei preso como jornalista.


Eu e dois colegas fomos capturados e mantidos num centro de detenção militar em Trípoli. Aumentava a cada dia a nossa preocupação com as nossas mães, porque temíamos que elas começassem a entrar em pânico. Minha colega Clare deveria ter ligado para a mãe no aniversário dela, justo um dia depois da nossa captura. Eu ainda não tinha admitido totalmente para mim mesmo que a minha mãe já soubesse do que tinha acontecido. Mas falei várias vezes para Clare que a minha mãe tinha uma fé muito forte.


Eu rezava para que ela soubesse que eu estava bem. Rezava esperando me comunicar com ela através de algum tipo de alcance cósmico do universo.


Comecei a rezar o terço. É o que a minha mãe e a minha avó teriam rezado. Recitava dez ave-marias entre cada pai-nosso. Levava tempo, quase uma hora para recitar cem ave-marias. E isso me ajudava a manter a mente focada.


Clare e eu rezávamos juntos em voz alta. Era revigorante falar das nossas fraquezas e das nossas esperanças, como se conversássemos com Deus, em vez de ficar em silêncio e sozinhos.


Fomos levados, depois, para outra cadeia, onde o regime mantinha centenas de prisioneiros políticos. Fui rapidamente acolhido pelos outros presos e bem tratado.


Uma noite, dezoito dias depois da captura, os guardas me levaram para fora da cela. No salão, encontrei Manu, outro colega, pela primeira vez em uma semana. Estávamos abatidos, mas muito felizes por ver um ao outro. No andar de cima, no escritório do diretor do presídio, um homem distinto, de terno, se levantou e nos disse: “Achamos que vocês querem ligar para as suas famílias”.


Eu fiz outra oração e disquei o número. Minha mãe atendeu.


“Mãe, mãe! Sou eu, Jim!”.


“Jimmy, onde você está?”.


“Eu ainda estou na Líbia, mãe. Me desculpe, eu sinto muito, muito!”.


“Não se desculpe, Jim”, ela implorou. “Seu pai acabou de sair. Ah, ele quer tanto falar com você! Como você está, Jim?”.


Eu disse a ela que estava bem alimentado, que tinha uma boa cama e que estava sendo tratado como um hóspede.


“Eles estão mandando você dizer essas coisas, Jim?”.


“Não, mãe, os líbios são pessoas maravilhosas. Eu estava rezando para você saber que eu estou bem. Você sentiu as minhas orações?”.


Ah, Jimmy, tantas pessoas estão orando por você! Todos os seus amigos, Donnie, Michael Joyce, Dan Hanrahan, Suree, Tom Durkin, Sarah Fang, todos eles ligaram. Seu irmão Michael ama você demais!”. Ela começou a chorar. “A embaixada turca está tentando encontrar você e a Human Rights Watch também. Você se encontrou com eles?”. Eu disse que não.


“Estão fazendo uma vigília de oração por você na [Universidade de] Marquette. Você sente as nossas orações?”, foi a vez dela de perguntar.


“Sim, mãe, eu sinto”, e pensei sobre isso durante um segundo. Talvez fossem as orações dos outros que estivessem me dando forças, me mantendo à tona.


O oficial fez um gesto. Eu comecei a dizer adeus. Mamãe começou a chorar. “Mãe, eu estou forte. Eu estou bem. Eu tinha que estar em casa para a formatura da Katie”, que já tinha acontecido fazia um mês.


“Nós amamos você, Jim!”, disse ela.


Então eu desliguei.


Eu repassei essa ligação centenas e centenas de vezes na minha cabeça: a voz da minha mãe, os nomes dos meus amigos, o conhecimento dela da nossa situação, a confiança absoluta dela no poder da oração. Ela me disse que os meus amigos tinham se reunido para fazer tudo o que podiam para me ajudar. Eu sabia que não estava sozinho.


Na minha última noite em Trípoli, consegui o primeiro acesso à internet em 44 dias e pude ouvir um discurso que Tom Durkin tinha feito por mim na vigília de oração da Marquette. Diante de uma igreja repleta de amigos, alunos, ex-alunos, sacerdotes e professores, eu assisti ao melhor discurso que um irmão poderia fazer pelo outro. Demonstrava um coração enorme e, mesmo assim, era apenas um vislumbre de todos os esforços e de todas as orações que as pessoas estavam derramando.


Ainda que não houvesse nada mais, aquela oração era a força que tinha permitido a minha liberdade, uma liberdade interior, em primeiro lugar, e, depois, o milagre de ser libertado durante uma guerra em que o regime não tinha motivação real nenhuma para nos libertar. Não fazia sentido. Mas a fé fazia.


--
Fonte: Jovens Conectados com Aleteia. Imagem da Internet e grifos nossos

terça-feira, 17 de junho de 2014

Católicos que estão jogando na Copa do Mundo 2014; rezam antes de entrar no campo e que até intercedem pelos adversários

De aleteia.org | Há quatro anos, a poderosa FIFA tentou impor – em nome da tolerância – a proibição de manifestações religiosas nos jogos da Copa do Mundo da África do Sul. Obviamente, sua tentativa fracassou.




Talvez com maior frequência depois disso, os jogadores assumiram ainda mais sua religiosidade antes de pisar os gramados. Alguns jogadores católicos são apresentados no vídeo acima, mas há muitos outros que, ao entrar no campo, fazem o sinal da cruz.


Há até casos com o do jogador mexicano Javier Hernández (Manchester United, foto ao lado), quem se ajoelha no meio do campo e reza um Pai-Nosso antes de que o árbitro apite para começar o jogo.


O futebol, como qualquer outra manifestação humana, não é isento de crenças religiosas dos seus jogadores. No primeiro jogo da Copa deste ano, tanto brasileiros como croatas foram explícitos na hora de fazer o sinal da cruz ou comemorar os gols, como Neymar Júnior, olhando para o céu.


Lionel Messi também se destaca pela sua religiosidade: o jogador chegou a confessar que o Papa Francisco é um exemplo para ele, e atualmente participa de um projeto do Santo Padre.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Professor universitário aos 21 anos: O mais novo Profissional do Reino da diocese de Floriano


Desde o fatídico retiro de Carnaval em 1994 na Universidade Federal de Viçosa/MG onde o Senhor revelou a Fernando Galvani, o Mococa, o sonho das Universidades Renovadas muito Ele já nos tem revelado, mas a cada dia Ele nos surpreende com mais uma parte de Seu projeto.


E é por meio de nós luquinhas que Ele fará a mudança nas nossas Instituições de Ensino Superior. Uma das maneiras é com professores de ardor renovado e bom conhecimento científico. 


Documento de nomeação / Arquivo pessoal
O MUR-PI louva muito a Deus pelo mais novo professor universitário de nosso Estado. Guilerme Guarino tem 21 de anos de idade e menos de um ano graduou-se em Enfermagem por uma faculdade particular na diocese de Floriano. 


O enfermeiro, que teve uma experiência pessoal com Jesus Cristo participando de um GOU de sua faculdade, foi aprovado e acaba de receber a convocação para ser professor efetivo da Universidade Federal do Piauí (UFPI). 


“Sinto uma alegria tão grande que não cabe dentro de mim... Não tenho dúvidas, que Deus quem faz tudo em minha vida. E o MUR foi um presente maravilhoso em minha vida, que sempre estimulou o crescimento da minha fé e desembaraçou muitos laços da minha carreira profissional. A minha missão como profissional cristão é mostrar a ética profissional e a temor a Deus no meu local de trabalho.”, vibrou Guarino.



Para aqueles que estão terminando ou já terminaram as suas graduações e vivem a expectativa no Senhor pelo momento profissional, Guilerme deixa uma mensagem: “Meu processo de nomeação foi lento, mas Deus sempre mostrou que não me esquece. O tempo de Deus é o certo, se não fosse esse tempo muitas coisas não teriam se esclarecido na minha carreira. A Deus toda honra, e só ele eh digno de louvor!”. Louvado seja o nome de nosso Senhor Jesus Cristo! 



--
Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da Comissão de CS do MUR-PI, em Teresina
raurisonribeiro@yahoo.com.br

sábado, 19 de outubro de 2013

Miss mundo 2013: "Sou pró-vida, sexo é para o matrimônio" e outras surpreendentes declarações


Eleita no último 28 de setembro "Miss Mundo 2013", a Filipina Megan Young, de 23 anos, um mês antes de vencer o concurso que lhe conferiu o título de "mulher mais bonita do mundo", em entrevista ao canal ABS-CBN declarou ser contra o aborto, relações pré-matrimoniais, divórcio e outros temas relacionados a saúde sexual e reprodutiva.


Segundo o artigo assinado por Juanjo Romero para o portal "Inforcatolica" sob o título de "Uma Miss Mundo antimundo? Mas bonita por dentro que por fora!" apresenta as surpreendentes opiniões da jovem Miss.


"Sou pró-vida! Sim (o aborto) signifiva matar a alguém que já está ali. Então, por isso, sou contra isso. Sou contra o aborto", declarou a entrevistadora que lhe pediu sua opinião a respeito da lei que viola a objeção de consciência e facilita métodos anticonceptivos e abortivos nas Filipinas.


A resposta aparentemente surpreendeu a entrevistadora que insiste sobre a anticoncepção e tem como resposta que "o sexo está reservado para o matrimônio". Insistindo no tema, sobre o divórcio, a jovem Miss afirmou ser contra. 


No fim da entrevista de um pouco mais de 25 minutos, a entrevistadora conclusivamente pergunta como uma "boa garota" diz não ao sexo antes do casamento e tem como de retorno uma simples resposta: "Muito fácil. Você diz não. Quando alguém te pressiona e vê que está indo longe demais, isso significa que não te valoriza e não valoriza a relação. Se o rapaz está disposto a se sacrificar, isso diz muito", concluiu a Young.(JS)

--
Fonte: Texto e imagem do Portal Ecclesia

terça-feira, 4 de junho de 2013

#papouniversitário: "Meu trabalho era destruir a fé dos católicos"


Amparo, ex-revolucionária e funcionária da ONU. Ela entendeu claramente: era a Virgem Maria quem lhe falava.


Tudo aconteceu quando ela recebeu um disparo da polícia em plena batalha. Quando despertou no hospital, decidiu que sua vida devia mudar radicalmente.


Sua vida “lamacenta” devia dar uma guinada de 180 graus e deixar de lado o seu servilismo político e sua vida de pecado, e dedicar-se às mulheres e às crianças, buscando seu autêntico bem.


Um avô católico

Amparo Medina viu o lado obscuro da ONU.
Amparo Medina viu o lado obscuro da ONU.
Ela havia nascido em uma família muito normal do Equador. Sua fé era tradicional, de Missa dominical e pouco mais. A exceção da regra foi seu avô, que vivia uma autêntica vida cristã.

Em certa ocasião, sendo Amparo adolescente e a caminho do ateísmo, seu avô lhe disse umas palavras que não haveria de esquecer nunca. Estavam entrando em uma igreja, e diante de uma imagem da Virgem lhe disse: “Olhe para os seus olhos. Ela é a única que vai te salvar e a que vai te levar à fé”. A coisa parou por aí.

O resto foi uma queda livre: foi expulsa do colégio por brigar com uma freira, e um encontro com evangélicos acabou por arrematar seu caminho rebelde e ateu.

A revolução e as esquerdas

Amparo em uma manifestação pro-aborto.
Amparo em uma manifestação pro-aborto.
Eram os anos 70 e 80, e a oferta social que Amparo encontrou fora da Igreja era a dos movimentos revolucionários, a teologia da liberação marxista, Che Guevara, os movimentos feministas, abortistas, o indigenismo e esse grande etcétera. Ela se meteu de cabeça nisso tudo.

Se há algo que não se pode reprovar em Amparo é dizer que ela não foi uma pessoa coerente com os seus princípios. Ela tomou todas as bandeiras, as abraçou e se dedicou a elas. Ora a encontrávamos em uma confrontação armada ou em uma manifestação antigovernamental, ou ainda em uma campanha a favor dos direitos reprodutivos das mulheres, ou seja, promovendo os contraceptivos e o aborto.

Se radicaliza na Espanha

Como a situação política no Equador se complicou, seu pai a enviou à Espanha para estudar Pedagogia Social. Neste país ela obteve seu título universitário, porém,  também sua radicalização política e o contato com outros movimentos revolucionários, ateus e anticlericais.

Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.
Sua mentalidade feminista coincidia com a da ONU.
Já de volta ao Equador, sua visão feminista e de esquerda combinava perfeitamente bem com as políticas que a ONU levava a cabo na América Latina e, graças a ela e a sua formação, chegou a ser responsável no Equador do programa da UNFPA, isto é, do Fundo de População das Nações Unidas, de onde contava com todos os milhões de dólares que necessitasse para cumprir, ou melhor dizendo, impor os programas contrários à natalidade, a favor do aborto e da anticoncepção.

Meu trabalho: retirar a fé dos católicos 

Amparo explicou na rede católica de televisão EWTN que “os grupos comunistas e socialistas sabem que a única instituição que pode romper as suas mentiras é a Igreja Católica. Então – confessou — a primeira coisa que buscam são argumentos que possam destruir a pouca fé que os católicos têm. Veja as notícias ou vá atrás desse sacerdote que não está vivendo a sua vida na graça com Deus…  Publique-os e os lance na imprensa… E – concluiu — é preciso omitir que no Equador, 60% das obras de ajuda às pessoas pobres estão nas mãos da Igreja, pois isso se silencia”.

Destruir a Igreja desde dentro

O grande problema dos sacerdotes é a sua solidão: “Nós íamos em busca dos sacerdotes abandonados nos povoados e nas montanhas para dizer-lhes que se Deus existia, então por que permitia a pobreza? ‘A única maneira é a revolução. Una-se a nós, e nós vamos te ajudar’. Havia sacerdotes – lamenta agora — que cediam e que pensavam que teriam um grupo que lhe ajudaria, que lhe apoiaria, que estaria com ele… Em certas ocasiones oferecíamos dinheiro aos sacerdotes e às religiosas para que pudessem reconstruir, melhorar seus centros educativos com a única condição de que nos deixassem dar aulas de educação sexual e reprodutiva em seus colégios”.

Afastando-se ainda mais de Deus…

Em Amparo se cumpre aquela citação de Chesterton que “quando se deixa de crer em Deus, logo se crê em qualquer cosa”.

Imersa no ateísmo, não deixara de buscar algum resquício de espiritualidade na leitura de cartas, reiki, yoga…: “Como a vida na luta de esquerda era uma vida de pecado, você não podia se livrar das consequências do pecado. É a morte espiritual. São como pequenos pactos com o demônio. O demônio os cobra  – adverte. Assim, comecei a sofrer por conta do dinheiro”.

Alguém me recomendou que eu fizesse uma limpeza de ambiente. Tinha meus próprios mantras… que agora, que pude traduzi-los, dizem ‘eu pertenço a Satanás’. Fiz os mantras nos Estados Unidos e, inclusive, levei meus filhos ao xamã que era um mestre elevado da Religião Universal”.

… embora Deus não estivesse distante

Em certa ocasião, estando em uma comunidade, Amparo desafiou a Deus. Havia uma mulher rezando, porém, ela começou a repreendê-la severamente e chamá-la de louca. Até o ponto em que acabou rasgando uma imagenzinha que a pobre senhora segurava.

À época, sua prepotência de revolucionária não lhe fornecia muitas outras soluções. Pouco depois veio o passo seguinte até a sua conversão.

Ferida por uma bala da polícia

Amparo havia participando de todo tipo de  manifestações e lutas contra o governo. Em ocasiões mobilizando os indígenas e facilitando que estes  acorressem armados com lanças. Porém, certo dia, estando em uma delas, foi atingida por uma bala. Quando sentiu o impacto, Amparo recorda de duas coisas: por um lado, seu marido e seus filhos e, por outro lado, uma paz inexplicável, total. Não tinha medo de partir. Tudo era alegria, gozo, paz…

Nisso, escutou uma voz que lhe cantava: “Vi uns olhos maravilhosos. Vi o amor. Eram os olhos da Virgem.Eram justamente os olhos da estampa que eu havia rasgado! A estampa da Virgem Milagrosa. Eu a vi como uma adolescente de 15 anos. Com roupas brancas…”.

Enquanto ela sangrava, a única coisa que sentia era paz, alegria… Nesse momento a Virgem lhe disse: “Minha pequena, eu te amo”. E lhe pediu que deixasse todas as causas que ela levava e que assumisse a causa de seu Filho. Também se deu conta de que por trás da Virgem havia um senhor mais idoso: era seu avô.

E seu marido pensou que ela estivesse louca

Quando acordou, narrou toda a experiência a seu marido, Javier. Ele pensou que ela estivesse louca, e não era para menos. Uma ateia convicta, militante anticatólica, e despertando daqueles sonhos…

Em seguida, levaram-na para que os altos mestres, psicólogos e peritos da Nova Era a examinassem e a convencessem de que aquelas experiências eram fruto de suas alucinações e dos ferimentos. Sem dúvida, “ninguém podia tirar da minha cabeça que era Deus”.

Primeiramente, confessar-se

“A primeira coisa que precisava era um sacerdote. Precisava me confessar. A primeira coisa, em primeiro lugar, era a confissão. Eu pedia a Deus que não morresse no caminho, indo para casa, porque iria para o inferno. Na confissão estavam todos os pecados. Os mais horríveis”.

Era uma nova etapa, e havia de começar desde o princípio, fazendo tudo bem feito. Assim, a primeira coisa que fiz foi aprender a amar Jesus, a amar os sacerdotes, a amar a Igreja, amar os sacramentos”.

Amparo se sentia totalmente enlameada e também convidada a uma nova revolução: “O único que transforma o mundo é Deus. Eu não sou digna. É tão grande o amor de Deus…”

A conversão de seu marido

Amparo rezou e convidou seu marido Javier à conversão. Com o passar do tempo, Javier, revolucionário como ela, começou a dar provas de mudança por amor a Amparo.

Devia ser uma experiência dramática em si mesma pelo único fato de ter que romper com toda uma vida de convicções e luta comprometida. Amparo explica isso dessa maneira: “Meu marido aceitou crer em Deus e na Virgem, porém, não acreditava  no sacramento. Todavia, Deus colocou um sacerdote santo em nosso caminho. Por fim, ele se confessou e sua confissão levou horas. Ao sair, sentiu que havia se livrado de toneladas de coisas”.

Agora era hora de denunciar as mentiras da ONU

Denunciando a manipulação da ONU.
Denunciando a manipulação da ONU.
A conversão das pessoas, na maioria das vezes, é um processo longo e em etapas. Amparo estava a caminho, mas ainda não renunciara a toda sua vida de pecado. Necessitava de parte dela, pois seu salário das Nações Unidas era uma fonte necessária para a família e seu ritmo de despesas.

Tudo aconteceu quando uma amiga sua lhe pediu informações sobre a distribuição da pílula do dia seguinte por parte das Nações Unidas no Equador. Amparo era responsável pela sua importação e distribuição no país.

De fato, sua agência das Nações Unidas havia vendido ao Equador 400.000 (quatrocentas mil) doses da pílula do dia seguinte. A ONU em Nova York, a UNFPA no Equador: “Eles nos vendem a 25 centavos de dólar, e nós as vendemos entre 9 e 14 dólares. É um negocio e tanto”.

No Equador houve um julgamento em que as Nações Unidas perderam a ação devido à distribuição da pílula e os pró-vidas ganharam, visto que tiveram que reconhecer que ela não é um método contraceptivo, mas sim anti-nidatório, ou seja, abortivo, e que se utiliza quando os métodos contraceptivos falham.

O ápice de sua decisão de converter-se e dar um passo definitivo até Deus aconteceu a caminho do tribunal nesse julgamento em que a ONU perdeu: “Quando estávamos levando a informação ao Tribunal, um jornalista me fez uma pergunta que pensei que era Deus quem me a fazia – estás com Deus ou estás com o demônio? –. A pergunta foi: O que eu pensava da pílula do dia seguinte? E, claro, eu continuava trabalhando para as Nações Unidas e apoiava todas as organizações pró-aborto. Nesse momento me dei conta de que era o momento de dizer a verdade e deixar de mentir a mim mesma. Era uma incoerência ser católica e ao mesmo tempo, por dinheiro, continuar apoiando uma organização que vai contra os meus valores. E, claro, disse a verdade e as Nações Unidas me despediram”.

O que existe por trás das Nações Unidas?

Por trás dos projetos da ONU, atrás das palavras bonitas que usam quando falam de saúde reprodutiva, na realidade, há toda uma promoção do aborto e dos contraceptivos. É o único objetivo para toda América Latina.

Na entrevista de Amparo à cadeia de televisão norte-americana EWTN, denunciava que no livro “Cuerpos, tambores y huellas”, editado pelas próprias Nações Unidas, se reconhece a promoção das relações sexuais com crianças desde os 10 anos. E que nele se explica claramente três coisas:

- que os pais não devem ser informados da educação sexual que seus filhos recebem;
- que as escolas devem distribuir contraceptivos a seus alunos sem o conhecimento e consentimento dos pais;
- e que se um professor ou médico chegasse a informar aos pais de que seus filhos estão usando contraceptivos, esse professor ou médico deve ser expulso de seu trabalho por romper o sigilo profissional.

Amparo, e não só ela, denuncia a existência de um todo um negócio em que não se desperdiça nada: promove-se as relações sexuais entre crianças e adolescentes, e se lhes vendem preservativos. Como estes falham, então se lhes oferece o aborto ou a pílula do dia seguinte. Como o aborto produz restos humanos, estes servem bem para a experimentação ou bem para extrair algumas sustâncias que depois se usam em cremes, xampus, etc. Negócio completo.

Assistam a uma conferência de Amparo Medina a seguir:




E agora na luta pela vida

A realidade foi mais dura do que o previsto em um primeiro momento. O casal perdeu tudo quando saiu da revolução. Eles tiveram que renunciar a muitas coisas, as primeiras foram os bens materiais. Porém, foi “bonito encontrar juntos o amor de Deus e eliminar os mitos relativos aos sacerdotes, à Virgem, à Igreja…


Amparo Medina e seu marido Javier Salazar são pais de três filhos. Ela é Diretora executiva de Ação Pró-vida Equador e, além disso, colabora e assessora outros organismos.


Agora também luta pela família, mulheres e crianças, mas a partir da verdade integral das pessoas, e não a partir do negócio econômico.


Ameaças de morte

Um novo enfoque, sim, mas não isento de perigos. Assim, Amparo tem sofrido ameaças de morte como a que recebeu não faz muito tempo em uma caixa de sapatos, dentro da qual havia uma ratazana morta com a mensagem “morte aos pró-vidas” e “lembre-se que os acidentes existem, lembre-se que as mortes acidentais são o dia a dia deste país, NÃO PROSSIGA COM SUA CAMPANHA ANTI MULHER E HOMOFÓBICA…Morte aos traidores, morte aos anti Pátria, MORTE OU REVOLUÇÃO”.


Amparo não se assusta. E continua com sua luta confiante que tem em mãos a possibilidade de defender milhares de vidas humanas.


Se desejar ver uma entrevista realizada com Amparo Medina à rede de televisão norte-americana EWTN, pode acompanhar aqui:




Do site Fratres in unum, grifos nossos

--Gostaríamos de terminar este #papouniversitário com duas perguntas que tem em si um desejo de compreensão do papel dos movimentos (anti-católicos, anti-cristãos) citados no texto.

Até onde vai a ideologia dos métodos abortistas? São essas as forças espirituais espalhadas pelo ares referidas por São Paulo quando escreveu aos Efésios (cf. Ef. 6, 12)?

Que a nossa discussão seja à luz da Palavra de Deus e do que diz a Igreja em seus documentos e cartas oficiais.

Paz e bem!

Comissão de CS do MUR Piauí