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domingo, 31 de março de 2013

Décima quinta estação: Jesus ressuscitou!

"Passado o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para embalsamar o corpo de Jesus. E bem cedo no primeiro dia da semana, ao raiar do sol, foram ao túmulo. Mas, quando olharam, perceberam que a pedra já tinha sido removida. 


Entraram, então, no túmulo e viram um jovem sentado do lado direito, vestido de branco. E ficaram muito assustadas. Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Procurais Jesus, o nazareno, aquele que foi crucificado? Ele ressuscitou! Não está aqui! Vede o lugar onde o puseram!" (cf. Mc 16,1-2.4b-6)


Oração


Ó Deus, amor que não tem fim, pela vida eternamente ressuscitada de Cristo, nós somos convidados a partilhar de vossa vida. A vós pedimos que a alegria da ressurreição do vosso Filho cative e inspire a vida de nossa juventude, como sinal de vossa fidelidade e de nossa adesão à vossa Palavra. Amém!


Páscoa: Vida nova para o mundo!


A ternura e a bondade de Deus devem sempre nos surpreender. Somos filhos de um Pai que não se cansa nunca de nos amar. E a Páscoa é o anúncio mais verdadeiro e forte deste amor!

sábado, 30 de março de 2013

O desconhecido sentido do Sábado Santo

A Semana Santa é um tempo forte para celebrarmos os mistérios mais intensos de nossa fé: a salvação que nos veio pela vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. Caminhamos no retiro quaresmal meditando sobre estes temas até chegarmos ao núcleo no “Tríduo Pascal”: quinta, sexta, sábado e domingo. Quatro dias! 


Mas tríduo não quer dizer três? É que o dia litúrgico começa na véspera e vai até a outra véspera. Assim, a Missa do Crisma, que acontece nas catedrais presidida pelo bispo com a presença dos padres e de parcela representativa do povo da diocese, na quinta de manhã, marca o final da Quaresma. 


O Tríduo Pascal vai começar na celebração da noite: a Missa do lava-pés e da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Preste atenção e verá que ela já marca o memorial da “paixão” de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este memorial da entrega de Cristo na cruz ecoará até a Sexta-feira, com a sóbria celebração da paixão. Este é o primeiro dia do tríduo. 


O terceiro começará na véspera de sábado e será o dia da ressurreição, inaugurado pela Vigília Pascal e prolongado pelo domingo da ressurreição. Agora você pergunta: e o segundo dia? Começa na véspera de sexta-feira até a véspera de sábado. É o dia do silêncio, da sepultura, memorial da ausência. Não existe celebração litúrgica prevista para este dia. Normalmente não sabemos bem o que fazer no sábado de manhã. Parece um tempo livre, mesmo para os acostumados a viver a vida liturgicamente. Alguns aproveitam para arrumar a casa; outros para compensarem o jejum feito na Sexta-feira Santa. 


O “sábado do silêncio” é um tempo para deixarmos a semente repousar escondida debaixo da terra, esperando o milagre do germinar. Nossa vida não é feita apenas de palavras, gestos e realizações. Existe o tempo das esperas. Há momentos em que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e só nos resta confiar. Por isso o Sábado Santo é o tempo da entrega, da confiança, de colocar-se como criança no colo de Deus


Nossa vida muitas vezes é dominada pelo estresse e pela correria. Corremos até para comer e para rezar. O sábado da serenidade é um tempo para celebrar sem pressa, sem palavras, sem ritos. Se a Sexta-feira Santa é um tempo de jejum, o sábado da paciência é momento para comer devagar e mastigar mais. Se a Quaresma foi um tempo intenso de oração, o sábado da saudade é um tempo de rezar sem palavras. É o momento da intimidade; de fecundar toda solidão com a presença daquele que rompe as trevas com sua luz. 


Podemos no sábado santo nos “esconder” com Jesus no sepulcro. Liturgicamente até Deus tem um tempo para se calar. Com isso nos ensina a não falar o tempo todo. É bom experimentar que mesmo calado e aparentemente ausente, Deus em seu mistério sempre está conosco. Ele nunca nos abandona. Como disse o nosso querido papa emérito Bento XVI em maio de 2010, ao visitar o Santo Sudário, em Turim: “No Sábado Santo aconteceu o impensável: ou seja, que o Amor penetrou ‘na mansão dos mortos': também no escuro extremo da solidão humana mais absoluta nós podemos escutar uma voz que nos chama e encontrar alguém que nos pega pela mão e nos conduz para fora. O ser humano vive porque é amado e pode amar; e se até no espaço da morte penetrou o amor, então também lá chegou a vida. Na hora da extrema solidão nunca estaremos sozinhos”.


Pe. Joãozinho, scj 
Teólogo, escritor e compositor

Grifos nossos, imagens da Internet


Fonte: Portal Canção Nova

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sexta-feira Santa. Jesus morreu e foi pro inferno para libertar os justos

Sinceramente, tenho medo de morrer. Não pelo que vou encontrar depois, mas por causa do instante da morte. Não me parece que isso seja censurável, visto que o próprio Jesus temeu o momento de sua morte (cf. Jo 12, 27).


É menos provável que eu tenha de passar por sofrimento semelhante ao de Cristo, mas a morte é a separação entre o corpo e a alma. É isso deve doer!


Mas o medo pode ser uma espécie de fascínio. Quem tem medo, no fundo sente-se atraído pelo objeto temido. No meu caso, trata-se de um desejo de tocar o desconhecido e de compreender aquilo que ainda não sei plenamente.


Aliás, demorei a entender as coisas relativas aos novíssimos. Pensava que "mansão dos mortos" era uma casa mal assombrada. "Juízo final", para mim, eram os instantes últimos de lucidez antes da caducidade. Cheguei a pensar que as pessoas banguelas não iam para o Inferno, pois Jesus insinua que lá "haverá choro e ranger de dentes" (cf. Mt 25, 30b - grifo meu). Espero que não precise de dentistas por lá.


Minhas preocupações escatológicas diminuíram quando descobri que o próprio Jesus morreu e foi para o inferno. Quem diria? Mas é isso mesmo! E para comprovar que não estou dizendo nenhuma heresia, vou recorrer ao Catecismo da Igreja Católica: "O Símbolo dos Apóstolos confessa em um mesmo artigo de fé a descida de Cristo aos Infernos e a sua Ressurreição dos mortos no terceiro dia" (n. 631 - grifo meu).


A Escritura denomina Inferno, Sheol ou Hades, a Morada dos Mortos para a qual Cristo morto desceu. Lá se encontravam todos os mortos, maus ou justos. Todos estavam em estado de privação da visão de Deus, o que não significa que a sorte deles fosse idêntica (cf. n. 633). Os justos estavam à espera do Redentor, pois a salvação ainda não tinha se realizado.


Jesus desceu aos Infernos não para libertar os condenados, nem para destruir o próprio Inferno. Ele foi libertar os justos que haviam precedido. Esta foi, portando, a fase última da missão messiânica de Jesus (cf. ns. 633-634). No dizer de uma antiga homilia para o Sábado Santo: "Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, como uma ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus" (n. 635).


Portanto, a descida de Jesus aos Infernos é um dogma de fé, que todo católico reza no Credo, quando diz: "Desceu à mansão dos mortos". Sua constatação reforça a fé na misericórdia de Deus. Para salvar, Jesus chegou até o Inferno, "para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10).


É no nome de Jesus que se tem a vida em abundância. Nele, a própria morte se transfigura: em vez de instante último, torna-se passagem. Por isso, sou obrigado a concluir que o meu temor diante da morte é infundado. Devo aguardá-la na certeza de que ela me levará à felicidade eterna. Mesmo que doa...


Artigo de Ronaldo José de Sousa, consagrado da Comunidade Remidos no Senhor, retirado da Revista Renovação, edição nº 37 Março/abril 2006 e imagem do Portal RCCBRASIL

quinta-feira, 28 de março de 2013

Quinta-feira Santa

A Celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no Sábado Santo (Sábado de Aleluia) à noite. Esses três dias formam uma grande celebração da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.



A Liturgia da Quinta-feira Santa trata do Amor e da verdadeira humildade, com a cerimônia do Lava-pés, a proclamação do novo Mandamento, que é amar incondicionalmente, a instituição do Sacerdócio Ministerial e a instituição da Sagrada Eucaristia, em que Jesus se faz nosso Alimento, dando-nos seu Corpo e seu Sangue salvíficos. É a manifestação mais profunda do seu infinito Amor por nós.


A Eucaristia é o Amor maior, que se exprime mediante tríplice exigência: do Sacrifício, da Presença e da Comunhão. O amor exige sacrifício, e a Eucaristia significa e realiza o Sacrifício da Cruz na forma de Ceia Pascal. Nos Sinais do Pão e do Vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o Pecado do mundo: "Ele tomou o pão, deu graças, partiu-o e distribuiu a eles dizendo: isto é o meu Corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de Mim. E depois de comer, fez o mesmo com o cálice dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu Sangue, que é derramado por vós" (Lc 22,19-20). Pão dado, Sangue derramado pela redenção do mundo. Eis aí o Sacrifício como exigência do Amor.


Amor, além de sacrifício, exige presença. A Eucaristia é a Presença Real do Senhor que faz dos Sacrários de nossas igrejas o centro da vida e da oração dos fiéis. A fé cristã vê nos nossos sacrários a Morada do Senhor, plantada ao lado da morada dos homens, não os deixando órfãos, fazendo-lhes companhia, partilhando com eles as alegrias e tristezas da vida, ensinando-lhes o significado da solidariedade: "Estarei ao lado de vocês, como amigo, em todos os momentos da vida". Eis a Presença, outra exigência do Amor.


O amor exige não só sacrifício e presença, mas exige também comunhão. Na intimidade do diálogo da última Ceia, Jesus rezou com este sentimento de Comunhão com o Pai e com os seus discípulos: "Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em Mim e eu em Ti... que eles estejam em nós" (Jo 17,20-21).


Jesus Eucarístico é o Caminho que leva a esta Comunhão ideal. Alimentar-se de sua Carne e Sangue é identificar-se com Ele no modo de pensar, nos sentimentos e na conduta da vida. Todos que se identificam com Ele passam a ter a mesma identidade entre si: são chamados de irmãos seus e o são de verdade, não por laços sanguíneos, mas pela Fé. Eucaristia é vida partilhada com os irmãos. Eis a Comunhão como exigência do Amor.


Fonte: Site do MUR Mato Grosso com site Voz da Igreja

quarta-feira, 27 de março de 2013

Jejum e abstinência: saiba o que a Igreja ensina sobre o assunto

O jejum e a abstinência são práticas muito comuns no período da Quaresma. A Igreja recomenda que os fiéis as façam especialmente durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. 


De acordo com o Código de Direito Canônico - livro das leis que orienta a Igreja Católica - o jejum é a "forma de penitência que consiste na privação de alimentos". 


Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.


Pelas orientações da Igreja, estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.


De acordo com padre Roger Araújo, sacerdote da Comunidade Canção Nova, um cristão que jejua dá primazia aos valores espirituais. "É uma forma de oração por excelência, considerando que Jesus diz: 'certos demônios somente são expulsos pela oração e o jejum' (Mt 17, 20)".


Abstinência