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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Romaria da Solidariedade na região do Piauí afetada pela Mineração

Os moradores de algumas comunidades do sul do Piauí, a maioria gente humilde, como Baixio dos Belos e Contente, nos municípios de Curral Novo e Paulistana, no semiárido piauiense, respectivamente, além de enfrentarem problemas como a seca, ainda tem de lutar por suas terras, que estão sendo devastadas pela mineração. Os moradores dessa região estão temerosos em perder suas terras e ficarem desamparados sem ter para onde ir.


Nos últimos dias, o Baixio dos Belos, uma comunidade de aproximadamente cerca de 80 pessoas localizada a 40 quilômetros da sede Curral Novo, foi invadida por forasteiros dos mais diferentes tipos, colocando o povoado no “olho do furacão da mineração”. A maioria dos mineradores estão a procura de terras para especulação e se utiliza dos mais diferentes ardis para enganar a população desinformada. O povoado fica a menos de 9 quilômetros do local onde foi descoberta a maior jazida de ferro do Piauí e poderá desaparecer.


Preocupados com a situação, os moradores, recorreram à Igreja, no intuito de sensibilizarem as autoridades tanto em âmbito municipal, estadual e federal, para que eles vejam o tamanho da injustiça que esta sendo praticada pelos mineradores nessa região do Piauí, pois as famílias estão sendo expulsas das suas terras.


Em vista desse problema, teve início nesta segunda-feira (04), a primeira Romaria da Solidariedade, que tem como tema “Deus dos Peregrinos, dos pequeninos, Jesus Cristo Redentor”, realizada pela Diocese de Picos junto às famílias na zona do minério de ferra nos municípios de Curral Novo do Piauí, Simões e Paulistana. 


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terça-feira, 24 de junho de 2014

Governo de São Paulo institui o Dia da Aliança de Amor

“Fica instituído o ‘Dia da Aliança de Amor’, a ser comemorado, anualmente, em 18 de outubro, no Estado de São Paulo.” Assim publica o texto da Lei nº 15.462, assinada pelo Governador Geraldo Alckmin, no Diário Oficial do Estado, 20 de junho.


Com isso, a Aliança de Amor, ato de fundação da Obra Internacional de Schoenstatt, é reconhecida em seu alto significado para a cultura paulista, pois reza a constituição estadual, em sua emenda 4094: “A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de fatos relevantes para a cultura estadual.” E justifica: “Um povo indiferente e ignorante quanto à compreensão de suas raízes culturais pouco pode pretender em termos de um desenvolvimento global harmônico e integrado."


A deputada estadual Rita Passos, em seu projeto de lei, justifica a influência do Movimento Apostólico de Schoenstatt na cultura paulista por meio de milhares de famílias que recebem a visita da Mãe e Rainha. A Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt, na qual há “verdadeiros missionários, numa autêntica campanha de evangelização integrada aos objetivos e projetos de suas dioceses e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.” Cita ainda a influência do Santuário de Schoenstatt, em Atibaia/SP, “Centro de peregrinação e oração é considerado um local sagrado, visitado por milhares de pessoas de todo o país, que vêm agradecer, pedir graças ou simplesmente conhecer, pois se trata de um lugar ‘onde é bom estar’.”


A votação favorável dos demais deputados e a aprovação pelo governador são o reconhecimento da verdade apresentada, realmente a influência positiva da Aliança de Amor, que completa cem anos, se sobressai na cultura paulista.


Assim, acrescenta-se oficialmente uma data comemorativa para todo o Estado que contém mais de 21% da população brasileira, mais de 43,6 milhões de pessoas. Celebrar essa data é uma grande contribuição para o presente o futuro, pois é celebrar um fato, com suas informações e contribuições, que influencia a história e a cultura de todo do Brasil.


Possa a Aliança de Amor exercer sempre mais influência em todo o país, a fim de que nossa cultura seja reconhecida também como uma cultura da aliança, na qual somos irmanados em busca do bem.


Vale lembrar que em alguns municípios essa data também é celebrada oficialmente pelos órgãos públicos, como em Londrina/PR, neste ano de 2014, e a cidade de Confins/MG tem o 18 de outubro como feriado municipal, devido a influência da Aliança de Amor de Schoenstatt em sua população local.


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Link da lei promulgada: http://www.legislacao.sp.gov.br/legislacao/dg280202.nsf/ae9f9e0701e533aa032572e6006cf5fd/3de466b768e31ad483257cfd0047c00d?OpenDocument


Texto de Ir. M. Nilza Pereira da Silva em Zenit.org
Imagem de Internet

terça-feira, 1 de outubro de 2013

“É preciso reconhecer a importância da fé cristã” Por Dom Alfredo Shaffler

Dom Alfredo é bispo diocesano de Parnaíba e presidente do Regional Nordeste 4 (Piauí) da CNBB


A laicidade do Estado tem sido um tema recorrente nos debates e abordagens. As necessárias evoluções no entendimento sobre o Estado e a realidade religiosa justifica essa reflexão. No caso da sociedade brasileira, a religiosidade é constitutiva, independentemente das singularidades confessionais. Não se pode desconhecer e desconsiderar as raízes cristãs no nascedouro e nos desdobramentos da história da nossa sociedade. Ignorar essa importância é uma postura preconceituosa, que considera a religião como elemento descartável ou de pouca valia. Significaria ignorar a história do nosso país da querida terra da santa cruz. Trata-se de uma avaliação que revela estreitamentos da racionalidade.


Como antídoto para essa distorcida visão, é preciso reconhecer a importância da fé cristã católica como elemento que sustenta crescimentos, avanços e configurações culturais de muita importância para o nosso país. Certamente, nesse horizonte de compreensão, é que se afirma como um dito incontestável “que o Estado é laico, mas o povo é religioso”. E o povo constitui a nação à qual o Estado está a serviço, como o compromisso de edificar e manter uma sociedade justa e solitária.


Povo é mais do que Estado, que é uma configuração sociopolítica a serviço do bem comum de uma nação, em respeito e obediência a princípios advindos da justiça, da verdade, do amor e do bem de todos. Nessa direção, portanto, não é inteligente confrontar como opostas e inconciliáveis as categorias Estado e Religiosidade. A distinção é benéfica e necessária para não incorrer em misturar indevidas. Contudo, colocar essas dimensões como antagônicas é confrontar-se diretamente como o povo, a partir de uma perspectiva preconceituosa.


Trata-se de uma grande incoerência pensar o Estado como instância prestadora de serviço ao bem comum que, ao mesmo tempo, deve discriminar a religiosidade, uma dimensão importante na inteireza da vida cotidiana. Infelizmente, essa discriminação acontece de muitas maneiras. Um claro exemplo ocorre quando o Estado, por compreensões equivocadas de gestores, propõe restrições legais ao uso de espaços por instituições religiosas. É obvio que a normatização é necessária para se evitar abusos ou mau uso do espaço público. Sem definições regulatórias, uma sociedade plural marcada pelo sentido de liberdade e autonomia, não pode funcionar adequadamente. Contudo, não se pode chegar ao absurdo de considerar a laicidade do Estado como uma oposição a tudo o que diz respeito a religiosidade.



É verdade que há de se considerar a seriedade de cada confissão religiosa numa sociedade plural. A própria legislação proporciona esse discernimento, com emissão de juízos de valor a respeito de Igrejas e grupos religiosos. Inaceitável é a compreensão da laicidade do Estado que exclui completamente a religiosidade e sua vivência. Quem perde, obviamente, é o povo e o próprio Estado, que não se permite intercambiar com uma força que muito o ajuda na promoção do bem comum. Imagine se a Igreja Católica, por exemplo, deixasse de prestar os serviços sociais que oferece. Incontáveis iniciativas, muitas ainda desconhecidas, realizadas nas periferias, em áreas urbanas e rurais, com negativos para um Estado que deve buscar o bem de todos.


A laicidade configura o Estado não como oposição à religiosidade. É um parâmetro que deve ajudar na distinção entre Estado e outras instituições, como os próprios partidos políticos, atualmente tão questionados no núcleo central de sua significação, representatividade, competência nas abordagens ideológicas e debates em vista do bem comum. Nenhum partido pode se considerar “dono do Estado”, impondo sua própria ideologia. Além disso, a máquina de governo que um Estado precisa não pode ser “ cabido de emprego”,” trampolim de promoção pessoal”e mecanismo de favorecimentos. A laicidade, quando bem entendida, não deixa que o Estado seja manipulado, não permitindo, assim, um eficiente serviço ao seu povo.


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Fonte: Texto e imagens do site do Regional Nordeste 4 da CNBB