segunda-feira, 26 de maio de 2014

O Papa Francisco protagoniza emotivo abraço com judeu e muçulmano diante do Muro das Lamentações

Matéria de ACI/EWTN Noticias | Na manhã de hoje, o Papa Francisco se abraçou com o seu amigo o rabino judeu Abraham Skorka e o muçulmano Ombar Abboud em frente ao Muro das Lamentações em Jerusalém, em uma cena que já foi denominada como o “abraço das três religiões”.


Depois de rezar diante do Muro das Lamentações e depositar um Pai-Nosso em espanhol, escrito de próprio punho, o Papa Francisco, Skorka e Abboud, ex-secretário geral do Centro Islâmico da Argentina, uniram-se no icónico abraço.


Os três são amigos e mantinham uma relação próxima quando Francisco ainda era Arcebispo de Buenos Aires na Argentina.


Alguns dias antes da chegada do Papa, Skorka falou sobre a sua amizade com o Pontífice. “Francisco e eu sonhamos com encontrarmos juntos diante do Muro das Lamentações no Templo de Jerusalém, e nos abraçar”, disse Skorka ao Padre Antonio Spadaro, diretor da revista Civiltá Cattolica em uma entrevista publicada em 17 de maio.


“Quando Jorge Mario Bergoglio foi eleito Papa, para mim era claro que nossa amizade devia fazer-se pública”, disse Skorka. “Era necessário, por causa dos séculos de discórdia entre judeus e cristãos e a que muitas vezes a violência se sobrepõe ao diálogo”, indicou.

terça-feira, 20 de maio de 2014

A verdade sobre a Irmã Cristina, a freira cantora

Texto de ateleia.org | A Irmã Cristina Scuccia, a jovem religiosa que revolucionou a Itália e o mundo com sua participação no programa “The Voice”, não é uma “paraquedista” que se dedica a participar de festivais buscando notoriedade, como muitos a acusam. Sua história mostra todo um trabalho de evangelização entre os jovens italianos. Vale a pena conhecê-la.


Em 2007, Cristina era uma adolescente um pouco rebelde, afastada da Igreja e apaixonada por um jovem, e tinha um grande talento musical. Frequentava a universidade e se preparava para participar do show de talentos italiano XFactor. Ela mesma conta isso em uma entrevista à edição italiana da Vanity Fair.


Providencialmente, naquele ano, sua mãe leu um artigo sobre a conversão de Claudia Koll (imagem ao lado). Mas quem é Claudia Koll? Uma conhecida atriz italiana, famosa por ter começado sua carreira com filmes eróticos junto a Tinto Brass, e que em 2001 protagonizou uma das conversões mais famosas do panorama artístico do país.


Após sua conversão, Claudia Koll decidiu dedicar-se às obras de caridade com mais carentes. Fundou uma ONG, Le opere del Padre, e lutou pela evangelização e a solidariedade com países como a República Democrática do Congo, Burundi e Madagascar. Participou também, como atriz, de grandes produções católicas, como a série sobre Santa Maria Goretti e um filme sobre São Pedro.


Em 2007, Claudia recebeu a proposta de dirigir a Star Rose Academy, uma academia para artistas e também uma obra de evangelização do mundo dos espetáculos fundada pelas religiosas Ursulinas da Sagrada Família. Esta singular congregação nasceu no começo do século 20 e se dedica especialmente à evangelização dos adolescentes. Para estas religiosas, a “Carta aos Artistas”, de João Paulo II (1999) foi um grande desafio para sua vocação.


É precisamente aqui que voltamos à Irmã Cristina (foto ao lado). O artigo que sua mãe leu sobre a conversão de Claudia Koll vinha com uma propaganda: a famosa diretora da Star Rose Academy estava procurando uma moça para protagonizar um musical sobre a vida da fundadora das Ursulinas, Irmã Rosa Roccuzzo. Quem contou isso foi a própria Claudia, à revista italiana Chi (aliás, neste link há uma bonita foto de Cristina antes de tomar o hábito).


Para a jovem Cristina, protagonizar a Irmã Rosa supôs não apenas sua conversão, mas também a descoberta da sua vocação religiosa com as ursulinas. Ela começou seu noviciado com as ursulinas no Brasil, um país no qual a música cristã tem um papel fundamental.


Foi então que a noviça confirmou sua dupla vocação: à vida religiosa e à evangelização por meio da música, como fazia com os meninos de rua.


Cartaz de uma das edições do GNF
Já de volta à Itália, ela foi procurada pelo Pe. Raffaele Giacopuzzi, diretor do Good News Festival, um festival de música cristã organizado anualmente pela Pastoral Juvenil da diocese de Roma. A Irmã Cristina, como era de se esperar, venceu o concurso em sua quinta edição, realizada em junho do ano passado. E chamou a atenção dos especialistas.


Entrevistado pela edição italiana da Aleteia, o Pe. Raffaele explicou que foi ele em pessoa quem convenceu a Irmã Cristina a participar do The Voice, ao ver seu grande talento. “Eles me ligaram para convidá-la a participar, e então fiz o pedido às suas superioras, para respeitar tudo e não criar falsas expectativas”.


“O mais bonito foi que as ursulinas, na gestão desta academia de artistas cristãos, onde Cristina cresceu e amadureceu em sua vocação, se mostraram favoráveis desde o começo, mas me perguntaram: ‘Mas você acha que vale a pena?’”, contou o padre.


“Eu respondi que vale a pena por uma série de motivos: o primeiro é que não a mandamos só porque ela usa um véu, mas porque é alguém que estudou, fez academia de canto, e sabe o que faz. Além disso, ela teve contato com pessoas que vêm do mundo da arte e do espetáculo, então saberá como lutar, sabe em que ringue se encontra.”


O Pe. Raffaele explicou que a Irmã Cristina havia estado no Brasil, “onde é normalíssimo que a música cristã venda milhões de discos e seja absolutamente aceita no mercado discográfico. Mas por aqui, como vimos nestes dias, há muitas pessoas escandalizadas pelo fato de haver uma freira na TV”.





Existem muitas maneiras de ir à TV. Houve pessoas que não eram religiosas e fingiam que eram. Neste caso, trata-se de uma pessoa que vai cantar acompanhada por toda a sua comunidade, que leva uma vida tranquila e sossegada, identificada com a sua vocação. O Pe. Raffaele destacou que a Irmã Cristina, fora do palco, “é uma pessoa tímida e reservada, que não procura se exibir nem fazer-se notar”.


Comunicar o Evangelho hoje é, acima de tudo, comunicar alegria, mostrar que Jesus não tira nada de você, e sim que quer lhe dar mais. Acho que isso é o mais belo que precisa ser transmitido”, disse ele.


O sacerdote concluiu explicando que a Irmã Cristina lhe contou por que escolheu como mentor o rapper J-Ax (imagem ao lado), conhecido na Itália pelo seu contato com as drogas (a música que o consagrou, “Ohi Maria”, pede a liberação e legalização da maconha) e pelo seu anticlericalismo. “Eu o escolhi – contou a Irmã Cristina – porque sou muito consciente de que o Papa Francisco nos pediu para ir às periferias, e J-Ax, mais que os outros, é precisamente alguém que está orgulhoso de vir da periferia, de falar com a linguagem das pessoas da periferia.


Para o Pe. Raffaele, os jovens que estão no The Voice “são um grande campo pastoral para a Irmã Cristina. Ela é um sinal da proximidade de Deus também deles”.

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Os grifos são nossos, imagens da Internet

domingo, 11 de maio de 2014

Nova coordenação para o MUR diocesano de Parnaíba

Desde 30 de março de 2014 foi homologado pelo Conselho Diocesano da RCC/Parnaíba, no Norte Piauiense, o novo coordenador do MUR naquela diocese. Trata-se de Kennedy Stenio da Paz Sousa (foto ao lado) que já compunha o Núcleo Diocesano ano passado.


Kennedy é bacharelando em Fisioterapia no campus avançado de Parnaíba da Universidade Federal do Piauí (UFPI), instituição onde também acontece o GOU Frutos do Céu do qual é membro efetivo.


Desejamos que esta nova coordenação dentre tantas realizações, possa levar os universitários à experiência verdadeira de liberdade a partir de Jesus Cristo como disseram os bispos da América Latina e do Caribe em Aparecida: “A Igreja, que participa dos gozos e esperanças, das tristezas e alegrias de seus filhos, quer caminhar ao seu lado neste período de tantos desafios, para infundir-lhes sempre esperança e consolo”. (DAp 16).


Ficamos muito felizes por esta nova etapa e louvamos muito a Deus pela vida de Jaime Moreira que coordenou nos últimos tempos e certamente experimentará da bondade infinita do Senhor no tempo oportuno. Para aqueles que desejarem entrar em contato com o novo coordenador poderão fazê-lo pelo e-mail kennedystenio@hotmail.com.


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Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da Comissão Estadual de CS do MUR Piauí
raurisonribeiro@yahoo.com.br

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Paciência: coragem de sofrer e esperar


Raramente a psicologia faz considerações sobre a paciência. Freud, por exemplo, nunca fez nenhuma referência a ela em toda a sua monumental obra. E, no entanto, a paciência é uma das virtudes necessárias, ou até indispensáveis, no relacionamento com os outros e também consigo mesmo.


Já houve quem dissesse que a paciência é a mais heróica das virtudes, justamente porque aparentemente não tem nada de heróico. Com efeito, nem todos conseguem vivê-la, mas somente aqueles que sabem vencer a si mesmos. Não por acaso um dos obstáculos mais frequentes para se ter o bom humor é exatamente a impaciência. Esta última é muito bem expressa por um ditado chinês: “Vê-se um ovo e já se quer ouvi-lo cantar”.


Segundo uma definição que eu considero a mais acertada, a paciência é a coragem de sofrer e de esperar. De saber esperar o momento certo para dizer a própria ideia, para interferir, para julgar, para se lamentar, para agir. E de saber sofrer (do verbo latino “pati”, donde o nome “paciência”).


Mas é também a arte de ter esperança, de perseverar de modo confiante, sabendo que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, que a folha de amoreira se transforma em seda, que cada coisa tem o seu tempo.


Realmente, é assim. Na vida, qualquer coisa que tenha valor requer paciência. Pensemos nas coisas que consideramos importantes: o relacionamento com o cônjuge, com o chefe no trabalho, com os amigos; a tarefa de criar os filhos, de aprender a tocar piano, de conquistar um título ou um diploma. São coisas que exigem, todas elas, tempo e dedicação para serem realizadas.


A natureza também é assim. Basta ver quanto tempo as forças naturais necessitaram para executar o seu trabalho! O famoso rio Colorado precisou de milhares de séculos para esculpir a sua majestosa escultura, o Gran Canyon. Foram necessários milhões de anos para que as belíssimas Cordilheiras dos Andes se formassem…


E quando tentamos realizar algo que seja realmente muito importante, raramente obtemos sucesso na primeira tentativa. Abraham Lincoln perdeu quatro eleições antes de se tornar presidente dos EUA. Thomas Alva Edison fez ao menos duas mil tentativas antes de conseguir bons resultados com a lâmpada elétrica.


A paciência consigo mesmo é a capacidade de esperar e de resistir, de suportar as contrariedades, de dar um passo após o outro, de levantar-se continuamente após a queda, de recomeçar sempre. Enquanto que, ter paciência com os outros, significa conceder-lhes tempo: tempo para falar, para aprender, para experimentar, para se justificar, para crescer, para devolver…


Muitas vezes o pedido de compreensão e de perdão pelo passado e a declaração de confiança no futuro exprimem-se dizendo, assim como o servo naquela passagem do Evangelho: “Tenha paciência comigo”. Por esta razão a paciência é a virtude fundamental de todo educador ou educadora.


Além disso, a paciência nos permite enfrentar tudo o que a vida apresenta de nebuloso, de insípido, de monótono, fazendo-nos abraçar sem maiores dramas a verdadeira realidade dos fatos. Não existe profissão que seja todos os dias fantástica, interessante, atraente, que nunca teve ilusões


Quem não sonhou com grandes realizações e cargos importantes? Por exemplo, o estudante de medicina, que sonhou com extraordinárias curas de raros casos clínicos e, mais tarde, como médico, deve ocupar-se de resfriados banais e de meras indigestões. Como o seminarista, entusiasmado durante anos a fio com a possibilidade de converter grandes pecadores, e que depois, como sacerdote, fica escutando quase que exclusivamente os quatro ou cinco monótonos pecados dos seus habituados fiéis. 


Como o jovem advogado que, levado pelas asas da fantasia, imaginou pronunciar discursos inflamados no tribunal e acaba mergulhando na realidade das montanhas de papéis sem vida. E assim por diante…


Na cultura ocidental, o homem se tornou um ser inquieto, prepotente e intrometido; enquanto que a mulher mantida mais à parte, pôde acumular, sem querer, um tesouro de paciência. Talvez é neste sentido que se devem compreender as misteriosas palavras de Catarina de Sena: “A paciência vence sempre. Ela não será nunca derrotada e será sempre mulher”.


E, para concluir, vejamos o que diz Leonardo da Vinci sobre a melhor atitude a assumir quando somos atacados, criticados ou caluniados pelos outros: “Diante das injúrias, a paciência causa o mesmo efeito que os agasalhos diante do frio. Porque, se multiplicares os agasalhos conforme o aumento do frio, esse frio não te poderá fazer mal algum. Do mesmo modo, nas grandes injúrias, faz crescer a paciência, e as injúrias não poderão ofender a tua mente”.


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Fonte: Pasquale Ionáta em www.comshalom.org. Imagens da Internet. Grifos nossos