terça-feira, 1 de outubro de 2013

“É preciso reconhecer a importância da fé cristã” Por Dom Alfredo Shaffler

Dom Alfredo é bispo diocesano de Parnaíba e presidente do Regional Nordeste 4 (Piauí) da CNBB


A laicidade do Estado tem sido um tema recorrente nos debates e abordagens. As necessárias evoluções no entendimento sobre o Estado e a realidade religiosa justifica essa reflexão. No caso da sociedade brasileira, a religiosidade é constitutiva, independentemente das singularidades confessionais. Não se pode desconhecer e desconsiderar as raízes cristãs no nascedouro e nos desdobramentos da história da nossa sociedade. Ignorar essa importância é uma postura preconceituosa, que considera a religião como elemento descartável ou de pouca valia. Significaria ignorar a história do nosso país da querida terra da santa cruz. Trata-se de uma avaliação que revela estreitamentos da racionalidade.


Como antídoto para essa distorcida visão, é preciso reconhecer a importância da fé cristã católica como elemento que sustenta crescimentos, avanços e configurações culturais de muita importância para o nosso país. Certamente, nesse horizonte de compreensão, é que se afirma como um dito incontestável “que o Estado é laico, mas o povo é religioso”. E o povo constitui a nação à qual o Estado está a serviço, como o compromisso de edificar e manter uma sociedade justa e solitária.


Povo é mais do que Estado, que é uma configuração sociopolítica a serviço do bem comum de uma nação, em respeito e obediência a princípios advindos da justiça, da verdade, do amor e do bem de todos. Nessa direção, portanto, não é inteligente confrontar como opostas e inconciliáveis as categorias Estado e Religiosidade. A distinção é benéfica e necessária para não incorrer em misturar indevidas. Contudo, colocar essas dimensões como antagônicas é confrontar-se diretamente como o povo, a partir de uma perspectiva preconceituosa.


Trata-se de uma grande incoerência pensar o Estado como instância prestadora de serviço ao bem comum que, ao mesmo tempo, deve discriminar a religiosidade, uma dimensão importante na inteireza da vida cotidiana. Infelizmente, essa discriminação acontece de muitas maneiras. Um claro exemplo ocorre quando o Estado, por compreensões equivocadas de gestores, propõe restrições legais ao uso de espaços por instituições religiosas. É obvio que a normatização é necessária para se evitar abusos ou mau uso do espaço público. Sem definições regulatórias, uma sociedade plural marcada pelo sentido de liberdade e autonomia, não pode funcionar adequadamente. Contudo, não se pode chegar ao absurdo de considerar a laicidade do Estado como uma oposição a tudo o que diz respeito a religiosidade.



É verdade que há de se considerar a seriedade de cada confissão religiosa numa sociedade plural. A própria legislação proporciona esse discernimento, com emissão de juízos de valor a respeito de Igrejas e grupos religiosos. Inaceitável é a compreensão da laicidade do Estado que exclui completamente a religiosidade e sua vivência. Quem perde, obviamente, é o povo e o próprio Estado, que não se permite intercambiar com uma força que muito o ajuda na promoção do bem comum. Imagine se a Igreja Católica, por exemplo, deixasse de prestar os serviços sociais que oferece. Incontáveis iniciativas, muitas ainda desconhecidas, realizadas nas periferias, em áreas urbanas e rurais, com negativos para um Estado que deve buscar o bem de todos.


A laicidade configura o Estado não como oposição à religiosidade. É um parâmetro que deve ajudar na distinção entre Estado e outras instituições, como os próprios partidos políticos, atualmente tão questionados no núcleo central de sua significação, representatividade, competência nas abordagens ideológicas e debates em vista do bem comum. Nenhum partido pode se considerar “dono do Estado”, impondo sua própria ideologia. Além disso, a máquina de governo que um Estado precisa não pode ser “ cabido de emprego”,” trampolim de promoção pessoal”e mecanismo de favorecimentos. A laicidade, quando bem entendida, não deixa que o Estado seja manipulado, não permitindo, assim, um eficiente serviço ao seu povo.


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Fonte: Texto e imagens do site do Regional Nordeste 4 da CNBB

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”: CNBB divulga cartaz e os subsídios; Regional Nordeste 4 debate o assunto


Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.


O cartaz da CF 2014 traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), disponível para download. Os demais produtos podem ser adquiridos no site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001


Baixe aqui o Cartaz da CF 2014.


Entenda o cartaz

1 - O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítima que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.


2 - Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.


3 - As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime, e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.


4 - A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014).


Tráfico Humano” é debatido em palestra da CNBB NE 4

Na última quinta-feira, 26 de setembro, a Dra. Tania Teixeira Laky de Sousa (foto ao lado), ministrou palestra sobre “Tráfico de Pessoas”. A palestrante é pesquisadora e investigadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Identidade da PUC São Paulo.


A Dra. aproveitou a ocasião para lançar o seu livro, “Tráfico Internacional de Mulheres: Nova face de uma velha escravidão”, uma obra resultado de sua pesquisa cientifica para doutorado. e que já serviu de inspiração para obras artísticas de projeção nacional.


O evento aconteceu no Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí - ALEPI, com objetivo de sensibilizar a população sobre o tráfico de pessoas, bem como iniciar o evento de Encontro de Formação da CNBB Regional Nordeste 4 em torno do tema da Campanha da Fraternidade de 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”. a ser realizado no período de 27 a 29 de setembro.


A realização da palestra foi uma parceria da CNBB Regional Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) através da Rede: Um Grito pela Vida. Essa é uma rede intercongregacional de enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.


Encontro de Formação para a CF 2014

O Encontro será realizado no período de 27 a 29 de setembro, na Casa de Retiro Santo Afonso, em Teresina, e terá como assessora a Dra. Tania Laky e pelo Membro da ENAC e Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade da CNBB Regional Sul 1, Antônio Evangelista.


O objetivo da formação é capacitar os coordenadores de pastorais, movimentos e organismos para divulgarem a CF em suas paróquias e dioceses, a fim de desenvolver no encontro o tema em três etapas, sendo elas, Ver, Jugar e Agir.


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Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da Comissão Estadual de CS do MUR Piauí, em Teresina
Com informações do Portal da CNBB e do site da Arquidiocese de Teresina

terça-feira, 24 de setembro de 2013

#papouniversitário: Fé e Razão: Estudos realizados em gêmeos idênticos prova que o homossexualismo não é genético


O texto original em Inglês foi publicado no site orthodoxytoday.org. Esta tradução para a Língua Portuguesa é de responsabilidade de Fábio Pinho para o site logosapologetica.com. Imagem do site de origem da matéria. Grifos nossos


Oito grandes estudos realizados em gêmeos idênticos na Áustria, nos Estados Unidos e na Escandinávia durante as últimas duas décadas chegam todos a uma mesma conclusão: os gays não nascem assim.


“Na melhor das hipóteses, a genética é um fator menor”, diz o Dr. Neil Whitehead, PhD. Whitehead trabalhou para o governo da Nova Zelândia como um pesquisador científico durante 24 anos, e então passou quatro anos trabalhando para as Nações Unidas e para a Agência Internacional de Energia Atômica. Atualmente ele trabalha em universidades japonesas como um consultor sobre os efeitos da exposição à radiação. Ele possui PhD em bioquímica e estatística.


Gêmeos idênticos possuem os mesmos genes ou o mesmo DNA. Desenvolvem-se no ventre materno em condições pré-natais iguais. Se a homossexualidade é causada por condições genéticas ou pré-natais e um dos gêmeos é gay, então o seu irmão também deveria ser gay.


“Como eles possuem o DNA idêntico, [a taxa de casos em que ambos os gêmeos são gays] deveria ser de 100%”, observa o Dr. Whitehead. Mas os estudos revelam algo diferente. “Se um gêmeo idêntico apresenta atração por pessoas de mesmo sexo, as chances de que seu irmão também apresente são de aproximadamente 11% para homens e 14% para mulheres.”


Como os gêmeos idênticos são sempre geneticamente idênticos, a homossexualidade não pode ser geneticamente ditada. “Ninguém nasce gay”, ele observa. “Os fatores predominantes que criam a homossexualidade em um gêmeo idêntico mas não criam no outro têm que ser causados após o nascimento.”


O Dr. Whitehead acredita que a atração pelo mesmo sexo é causada por “fatores não compartilhados”, coisas que acontecem com um dos gêmeos mas que não acontecem com o outro, ou alguma resposta pessoal a um evento dada por um dos gêmeos mas não dada pelo outro.


Por exemplo, um dos gêmeos pode ter sido exposto a pornografia ou abuso sexual, mas o outro não. Um gêmeo pode se comportar ou responder de uma maneira diferente aos ambientes familiares e escolares do que o outro. “Essas respostas individuais e idiossincráticas a eventos aleatórios e a fatores ambientais comuns predominam”, ele diz.


O primeiro estudo grande e confiável com gêmeos idênticos foi conduzido em 1991 na Austrália, seguido por um grande estudo nos Estados Unidos em 1997. Depois a Austrália e os Estados Unidos conduziram mais estudos com gêmeos nos anos 2000, seguidos por vários estudos na Escandinávia, de acordo com o Dr. Whitehead.


“Os registros de gêmeos são a base para os estudos mais recentes. Atualmente estes registros são grandes e eles existem em muitos países. Está sendo organizado um registro europeu gigante, com uma projeção de 600.000 membros, mas um dos maiores registros em uso atualmente se encontra na Austrália, com mais de 25.000 gêmeos em sua base de dados.”


Um estudo significativo com gêmeos adolescentes, mostra uma correlação genética ainda mais fraca. Em 2002, Bearman e Brueckman estudaram dezenas de milhares de estudantes adolescentes nos Estados Unidos. A concordância na atração pelo mesmo sexo entre os gêmeos idênticos era de apenas 7,7% para os garotos e de 5,3% para as garotas – abaixo dos 11% e dos 14% apresentados no estudo australiano de Bailey et al conduzido em 2000.


O Dr. Whitehead têm ficado impressionado por quão fluida e mutável a orientação sexual tem se mostrado nos estudos com gêmeos idênticos.


“Pesquisas acadêmicas neutras mostram uma mudança substancial. Aproximadamente metade da população homossexual/bissexual (em um ambiente não-terapêutico) passa a se tornar heterossexual em algum período de sua vida. Cerca de 3% da população heterossexual atual alguma vez na vida já acreditou firmemente ser homossexual ou bissexual.”


“A orientação sexual não é firmemente estabelecida”, ele observa.


O que é ainda mais impressionante é que a maior parte das mudanças ocorre sem qualquer aconselhamento ou terapia. “Estas mudanças não são induzidas por terapia alguma, mas acontecem ‘naturalmente’ durante a vida, algumas delas muito rapidamente”, nota o Dr. Whitehead. “Muitas mudanças na orientação sexual são para a heterossexualidade exclusiva.”


O número de pessoas que mudaram para uma heterossexualidade exclusiva é maior do que o atual número combinado de bissexuais e homossexuais. Em outras palavras, existem mais ex-gays do que gays.


A fluidez é ainda mais pronunciada entre os adolescentes, como demonstrou o estudo de Bearman e Brueckner. “Eles descobriram que, dentre as pessoas que tiveram uma atração romântica por outra do mesmo sexo dos 16 aos 17 anos de idade, quase todas mudaram de atração um ano depois.”


“Os autores eram pró-gay e eles comentaram que os únicos estáveis eram os heterossexuais, que permaneciam com a mesma orientação sexual ano após ano. Os adolescentes são um caso especial – geralmente mudando sua atração sexual de ano em ano.”


Ainda assim, muitos equívocos persistem na cultura popular. Ou seja, o equívoco de que a homossexualidade é genética – tão estabelecida na identidade de alguém que não pode ser mudada. “Os acadêmicos que trabalham no ramo não estão felizes com a maneira pela qual os meios de comunicação abordam o assunto”, observa o Dr. Whitehead. “Mas eles preferem se manter em sua pesquisa acadêmica e não se envolver no lado ativista.”


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Curso sobre Núcleo de Serviço de GOU

Atenção para algumas terminologias dada a época em que foi gravado o áudio. Por exemplo sobre os termos "ministério" e "serviço", termos já orientados por documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.





Fonte do Vídeo: Comur

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Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da Comissão de CS do MUR-PI, em Teresina
raurisonribeiro@yahoo.com.br

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia de oração e jejum pela paz na Síria e no mundo. Programação do MUR no Brasil


Eis a convocação reproduzida por Flaviane Bruna da Comissão Estadual de Intercessão do MUR:



IMPORTANTE!!!!!! Parte de um texto que enviaram a um grupo do MUR (na Internet):


“Amados Luquinhas Papa Francisco convocou a toda a Igreja e “aos irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade” a um dia de jejum e oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. Amanhã, dia 7 de setembro, somos chamados a nos unir às nossas dioceses, paróquias e comunidades na vivência dessa convocação. Somos também chamados enquanto Família Ministério Universidades Renovadas a nos colocarmos de prontidão diante deste pedido."


Das 14h às 19h, vários sistemas de comunicação católicos veicularão a Vigília. E durante esse período, nós Luquinhas de todo o Brasil, somos convocados a permanecermos unidos em oração. Nas demais horas do dia, seguiremos a seguinte escala nas regiões geográficas de nosso país: 


De 0h às 4h: Região Sul;
De 4h às 7h30: Região Sudeste;
De 7h30 às 11h: Região Centro-Oeste;
De 11h às 14h: Região Nordeste;
De 19h às 24h: Região Norte




Contato da Comissão Estadual de Intercessão

Responsáveis: Anderson Vinícius e Flaviane Bruna 
Anderson Vinícius 
GOPU Espada do Espírito
Arquidiocese de Teresina 
Curso: Técnico em Edificações integrado ao Ensino Médio 
Instituição: IFPI Teresina Sul

Flaviane Bruna 
GOU São Bento
Arquidiocese de Teresina 
Curso: Licenciatura Plena em Pedagogia 
IES: Centro de Ciências da Educação da UFPI 


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Ráurison Ribeiro, o filho do Altíssimo
Da Comissão de CS do MUR-PI, em Teresina
raurisonribeiro@yahoo.com.br